Perdi as contas
de quantas vezes o celular vibrou e eu achava que era você, era sempre o meu
primeiro pensamento. Perdi as contas da última vez que ouvi seu “oi”, deixei de
te procurar, deixei de dar notícia, deixei de me mostrar presente, pra quem
sempre esteve ausente. Perdi as contas de todas as vezes que mostrei que me
importava e você nunca valorizou.
Perdi as contas
das madrugadas acordadas com esperança de um novo dia, quem sabe não seria
diferente? Perdi as contas de achar que algum dia ouviria eu te amo da tua
boca. Perdi as contas das vezes que me culpei, por não demonstrar mais, por não
ser mais suficiente pra você. Eu queria acreditar que o problema fosse comigo.
Perdi as contas por não enxergar que presença
não se impõe, que quem sente saudade procura, que quem realmente gosta, quer
ter por perto. Perdi as contas por ter esperança. Perdi as contas por você e
por o amor que tinha. E me perdi. Perdi as contas por achar que o motivo do seu
sorriso um dia seria eu. Perdi as contas por aquele amor, que de vez em quando
revivo através daquele música. Perdi as contas por aquele meu coração que vivia
partido, cheio de pedaços, mas que hoje o tempo fez o favor de juntar. E sobre
você: Já pedi a conta e tou bem assim.



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